Luiz Inácio Lula da Silva, de 80 anos, procurou transformar a abertura do 8.º Congresso Nacional do PT num sinal de mobilização para as eleições de 2026.
Dirigindo-se aos dirigentes e militantes do partido, após ter passado por um pequeno procedimento médico em São Paulo, o presidente brasileiro defendeu que devem ocupar as ruas, falar diretamente com os eleitores e evitar uma campanha limitada às redes sociais.
Num discurso com tom simultaneamente eleitoral e interno, Lula afirmou que um partido no governo “não corre atrás do adversário” e que a principal arma para disputar a eleição deve ser a demonstração do que foi feito na gestão.
A mensagem foi interpretada como um apelo à militância para que substitua a disputa digital, sobretudo no WhatsApp, pelo contacto ‘olho no olho’ com a população.
O presidente também cobrou do PT propostas “realizáveis” para o país e defendeu uma agenda de reforma das instituições, num momento em que se discute a atualização do seu programa político.
Ao mesmo tempo, Lula reforçou a intenção de disputar um novo mandato, dizendo que o Brasil precisa de alguém “democrático” e capaz de dialogar.
A intervenção ocorre num contexto de pré-campanha antecipada, com Lula a tentar reorganizar a base partidária e consolidar uma narrativa de continuidade do governo. O recado principal foi claro: para o presidente, a eleição não será vencida apenas na comunicação digital, mas na capacidade do PT de defender o legado do governo junto dos eleitores.