O preço das casas em Portugal voltou a disparar, atingindo um novo máximo histórico. De acordo com os dados divulgados, esta segunda-feira, 27, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), o valor mediano da avaliação bancária, em março, fixou-se nos 2 mil e 151 euros por metro quadrado, o que representa um aumento de 16,5% face ao mesmo mês de 2025.
Ainda assim, este crescimento foi ligeiramente inferior ao registado em fevereiro, quando a variação homóloga atingiu 17,2%.
Em termos mensais, ou seja, face a fevereiro, o valor subiu 29 euros por metro quadrado, correspondendo a um acréscimo de 1,4%. O instituto refere que este indicador resulta das avaliações realizadas no âmbito de pedidos de crédito para aquisição de habitação.
Mais avaliações e ligeira recuperação mensal
No mês de março foram consideradas 32 mil e 839 avaliações bancárias, das quais 20 mil e 397 respeitam a apartamentos e 12 mil e 442 a moradias. Este total representa uma quebra de 10,3% em termos homólogos, mas um aumento de 10,8% face a fevereiro, o que indica uma recuperação da atividade mensal.
Nos apartamentos, o valor mediano de avaliação atingiu os 2 mil e 511 euros por metro quadrado, um crescimento de 21,2% em termos homólogos. As zonas mais caras continuam a ser a Grande Lisboa (3 mil e 333 euros/m²) e o Algarve (2 mil e 883 euros/m²), enquanto os valores mais baixos se registam no Alentejo (mil e 477 euros/m²) e no Centro (mil e 626 euros/m²).
As tipologias mais procuradas – T1, T2 e T3 – representaram 92,5% das avaliações de apartamentos. O valor dos T1 subiu para 3.174 euros/m², enquanto os T2 e T3 passaram para 2 mil e586 e 2 mil e 170 euros/m², respetivamente.
Moradias sobem de forma mais moderada
No segmento das moradias, o valor mediano situou-se nos mil e 542 euros por metro quadrado, o que corresponde a um aumento homólogo de 12,6%. A Grande Lisboa (2 mil e 838 euros/m²) e o Algarve (2 mil e 755 euros/m²) voltam a liderar, enquanto o Centro e o Alentejo apresentam os valores mais baixos.
A Região Autónoma da Madeira registou o maior aumento mensal, com uma subida de 2,1%, enquanto não se verificou qualquer descida em nenhuma região. Já na comparação com março de 2025, a variação mais expressiva foi observada na Península de Setúbal, com um aumento de 24,8%.
A nível regional, os Açores destacam-se com o maior crescimento homólogo (20,0%). Em termos mensais, o valor das moradias manteve-se praticamente inalterado, com variações residuais entre regiões.
Segundo a análise por NUTS III, a Grande Lisboa, o Algarve e a Península de Setúbal apresentam valores significativamente acima da mediana nacional, enquanto regiões do interior como Terras de Trás-os-Montes e Beiras e Serra da Estrela registam os níveis mais baixos.
O INE sublinha que estes dados resultam de avaliações bancárias de habitação com áreas entre 35 e 600 metros quadrados, realizadas no âmbito de pedidos de crédito à habitação.