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  • “É o manto verde a funcionar”, Rui Borges, com ironia sobre a arbitragem no Aves-Sporting
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A tese do antropólogo e professor brasileiro Antônio Risério, de 72 anos, segundo a qual a escravatura em África é anterior à chegada dos portugueses, tem reacendido um debate complexo sobre as origens e a natureza deste fenómeno histórico.

De acordo com Risério, já existiam, em várias regiões africanas, sistemas de escravização antes da expansão marítima portuguesa, frequentemente ligados a conflitos tribais, dívidas ou estruturas sociais locais. Aliás, segundo este conceituado antropólogo baiano, contatos iniciais dos portugueses com a costa africana revelaram redes de tráfico já estabelecidas, nomeadamente através de rotas transsaarianas e do comércio interno africano.

No entanto, o ponto mais relevante do debate não está apenas na anterioridade da escravatura, mas na sua transformação. Com a expansão portuguesa a partir do século XV, esse fenómeno foi integrado num sistema global, altamente organizado e orientado para o lucro, que viria a alimentar o tráfico atlântico em larga escala. Essa mudança introduziu uma dimensão económica e racial sem precedentes.

Aliás, alguns especialistas na matéria sublinham exemplos que ilustram a complexidade da sociedade escravista, como o caso das chamadas “sinhás pretas” na Bahia — mulheres negras ou mestiças que, após conquistarem a liberdade, se tornaram proprietárias de escravos, refletindo uma lógica social onde a posse de cativos era sinal de estatuto.

É neste contexto que a leitura de Risério, que não procura negar o papel determinante da Europa na amplificação do sistema, chama a atenção para a diversidade de formas e agentes envolvidos.

Vídeo: reflexao.em.foco

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