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  • “O árbitro veio prejudicar e tentar impedir que o Benfica vá à Champions”, Rui Costa, após o 2-2 em Famalicão
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A entrada de capital norte-americano na Benfica SAD está a provocar uma onda de inquietação entre adeptos e sócios do Sport Lisboa e Benfica, num momento em que o clube vê reforçada a presença de investidores estrangeiros no seu capital social — e, sobretudo, a natureza desses investidores.

A operação em curso resulta da venda de 16,38 por cento da SAD por José António dos Santos, o dono do Grupo Valouro, vulgarmente conhecido como o ‘Rei dos frangos’, ao fundo norte-americano Entrepreneur Equity Partners, sediado no Delaware, um estado conhecido por funcionar como ‘paraíso fiscal’ privilegiado para grandes investidores internacionais. O negócio terá sido fechado com um prémio de cerca de 70 por cento face ao valor de mercado, sinal claro de que há uma aposta forte na valorização futura da estrutura encarnada, e ao concretizar-se levará aquele fundo a tornar-se o segundo maior acionista da SAD benfiquista.

Um negócio desconfortável

Mas o 24Horas sabe que este negócio está a gerar desconforto junto de alguns setores do clube da Luz, crescendo entre benfiquistas o receio de que a SAD possa estar a tornar-se alvo de capital de índole especulativa, mais interessado em retornos financeiros do que na estabilidade desportiva e institucional do clube. A proveniência dos fundos, associada a redes de investimento globais com forte ligação ao entretenimento e ao negócio das grandes arenas, reforça essa perceção.

Além disso, o perfil dos investidores que estão por detrás do Entrepreneur Equity Partners também não tende a tranquilizar quem, dentro do Benfica, teme a consequencoa desta operação. A face mais visível deste fundo é a de Francesca Bodie, filha de Tim Leiweke, histórico construtor de infraestruturas desportivas e figura central na indústria global de arenas. Foi ao lado do pai que construiu carreira, participando em projetos milionários nos Estados Unidos, antes de avançar agora para aquele que parece ser a sua primeira ‘aventura’: a entrada no capital do Benfica.

Francesca Bodie é o principal rosto do fundo norte-americano Entrepreneur Equity Partners, que pode tornar-se o segundo maior acionista da Benfica SAD

Mas Bodie não está sozinha. Outro nome-chave é Greg Williams, fundador da Acrisure, gigante norte-americana dos seguros e serviços financeiros, avaliada em dezenas de milhares de milhões de dólares. Através de várias entidades, Williams controla uma fatia significativa da estrutura que investe no Benfica, trazendo consigo um histórico de aquisições e expansão agressiva no mercado global.

A ligação entre estes investidores não é circunstancial. Cruza-se em negócios anteriores nos Estados Unidos, nomeadamente em projetos de naming e exploração de grandes arenas, revelando uma estratégia concertada e sustentada no tempo.

Narrativa oficial não afasta receio

A ausência de intervenção direta do Benfica na operação — ao não exercer qualquer direito de opção — é outro dos pontos que alimenta o debate interno. Embora o clube mantenha uma posição maioritária, a entrada sucessiva de investidores estrangeiros levanta dúvidas sobre o equilíbrio futuro da governação da SAD e sobre o grau de influência que estes poderão vir a exercer.

Nos bastidores, a narrativa oficial aponta para uma estratégia controlada: abrir o capital a investidores capazes de valorizar o ativo, sem colocar em causa o controlo do clube. Ainda assim, essa leitura não é consensual. Para muitos adeptos, o risco não está no presente, mas no que pode vir a seguir — numa lógica de acumulação progressiva de posições por parte de investidores internacionais e a consequente descaraterização do maior clube português: “Temo o pior, oxalá me engane, mas corremos o risco do Benfica ser o palco de negócios especulativos”, lamentou-se ao 24Horas um ‘senador’ benfiquista que prefere, por agora, manter o anonimato.

As declarações recentes do administrador financeiro da SAD, Nuno Catarino, parecem tentar travar essa perceção. Ao sublinhar a preferência por financiamento assente no universo benfiquista, através de emissões de dívida dirigidas ao retalho, o dirigente procurou afastar a ideia de dependência de capital externo: “Preferimos o investidor benfiquista do que grandes investidores dos Estados Unidos”, afirmou o ‘número dois’ de Rui Costa na SAD benfiquista.

Ainda assim, os factos no terreno mostram um movimento difícil de ignorar: após a entrada de outros investidores norte-americanos nos últimos meses, esta nova operação reforça a presença de capital estrangeiro na estrutura acionista da SAD.

Para já, o Benfica continua a controlar o essencial. Mas a operação em curso deixa uma marca clara: o clube da Luz entrou definitivamente no radar do grande capital internacional — e isso, para muitos benfiquistas, é motivo de expectativa… mas também de preocupação.

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