O Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, registou um milhão, 40 mil e 203 visitantes em 2025 e é o único monumento português a passar a marca dos sete dígitos. A nível nacional, 4 milhões, 843 mil e 299 pessoas visitaram algum museu ou monumento no ano passado. O valor representa uma quebra de 4,38% (221 mil e 929 visitas) face ao ano anterior, mas a entidade Museus e Monumentos de Portugal ressalva que vários espaços culturais estiveram parcial ou totalmente encerrados para obras, no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência.
O 2.º classificado fica a uma grande distância do primeiro: o Paço dos Duques de Bragança, em Guimarães, registou 367 mil e 537 visitantes. O pódio completa-se com o Mosteiro da Batalha, em Leiria, que chegou às 357 mil e 116 entradas.
Também no topo da lista estão o Convento de Cristo, em Tomar, com 350 mil e 813 visitas, a Fortaleza de Sagres, com 324 mil e 936 entradas e o Castelo de Guimarães, com 320 mil e 68 visitantes. Guimarães destaca-se, assim, com dois monumentos nos primeiros lugares da tabela.
No que diz respeito a museus, o Museu Nacional do Azulejo, em Lisboa, foi o mais visitado, com 335 mil e 255 entradas, seguido do Museu Nacional dos Coches e Picadeiro Real, também em Lisboa, com 193 mil e 614 visitas. Em terceiro lugar, ficou o Museu Nacional Resistência e Liberdade, em Peniche, que contabilizou 107 mil e 569 visitantes.
Os turistas estrangeiros compram mais bilhetes, mas a procura entre os portugueses também aumentou
Os visitantes com bilhete pago representaram 61% do total de entradas. Quem mais paga por entrada em museus ou monumentos são os turistas estrangeiros, ocupando 56% dessa fatia.
Ainda assim, os portugueses destacam-se pelo uso da medida ‘Acesso 52’, que desde agosto de 2024 permite a entrada gratuita a residentes em Portugal durante 52 dias por ano em locais parceiros. A medida gerou 892 mil e 637 visitas, o equivalente a 18% do total de ingressos.