Frase do dia

  • “Nós vamos extinguir-nos por falta de descendência”, Miguel Sousa Tavares
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A relação entre a Europa e os Estados Unidos atravessa um dos momentos mais delicados das últimas décadas, marcada por divergências estratégicas, tensões políticas e diferentes visões sobre o futuro da segurança ocidental. O alerta foi deixado pelo antigo ministro dos Negócios Estrangeiros português, António Martins da Cruz, que considera que a União Europeia continua profundamente dividida sobre a forma como deve lidar com Washington, sobretudo numa fase de forte imprevisibilidade da administração liderada por Donald Trump.

Em declarações à Rádio Renascença, o diplomata fala mesmo num “paradoxo” dentro da União Europeia: os países do Leste europeu, como a Polónia, os Estados bálticos, a Roménia ou a Bulgária, revelam hoje posições mais claramente atlânticas do que várias potências tradicionais da Europa Ocidental, como França, Espanha ou Itália.

Para Martins da Cruz, que também foi embaixador na NATO, a guerra na Ucrânia, a pressão russa e a dependência militar da NATO ajudaram a reforçar o alinhamento estratégico do Leste europeu com os Estados Unidos, enquanto vários governos ocidentais procuram afirmar uma maior autonomia europeia em matéria de defesa e política externa.

O antigo chefe da diplomacia portuguesa considera que muitos líderes europeus têm endurecido o discurso contra Washington por razões de política interna. Referindo-se a dirigentes como Pedro Sánchez, Friedrich Merz, Giorgia Meloni ou Keir Starmer, Martins da Cruz entende que muitos enfrentam fragilidades políticas internas e procuram ganhar espaço eleitoral através de posições mais agressivas em relação aos Estados Unidos.

“Portugal é uma exceção equilibrada nas relações com Washington”

Neste contexto, Portugal surge, na visão do antigo ministro, como uma exceção equilibrada dentro da Europa. Martins da Cruz defende que Lisboa mantém uma posição estratégica “no ponto certo”, lembrando a forte ligação atlântica do país, a importância da comunidade portuguesa nos Estados Unidos e o peso crescente do mercado norte-americano para as exportações nacionais.

Para o diplomata, a Europa continua sem uma visão clara sobre o seu futuro em matéria de defesa e segurança, dividida entre os que defendem uma maior autonomia militar europeia e os que consideram indispensável preservar a centralidade da NATO e da parceria transatlântica. Apesar das divergências, Martins da Cruz aconselha prudência aos líderes europeus, defendendo que “ninguém se deve ajoelhar” em política externa, mas sublinhando que manter relações sólidas com Washington continua a ser essencial para a estabilidade estratégica europeia.

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