Chama-se ‘Mude antes que seja tarde’, e é a campanha lançada recentemente pelo Ministério do Interior de Angola, destinada a combater a sinistralidade rodoviária, cujos números são alarmantes.
Segundo os dados da Polícia Nacional, morrem mais de 3 mil pessoas por ano nas estradas angolanas, uma cifra que, na opinião de Manuel Homem, o ministro do Interior, requer “uma intervenção conjugada e urgente de todos os setores”. E acrescenta: “Não devemos continuar a considerar pessoas como estatísticas ou números apenas, temos de agir, tomar medidas concretas que ponha cobro a uma situação muito preocupante”.
Licínio Fernandes, dirigente Associação dos Transportes Rodoviários de Mercadorias de Angola (ATROMA) defende que o sucesso do programa de prevenção e combate à sinistralidade rodoviária tem obrigatoriamente de envolver e integrar outros setores: “A polícia está a fazer o máximo que pode, mas é preciso que o Ministério da Educação e do Ensino Superior se sentem e ouçam a polícia, para que sejam criados mecanismos de atuação e de educação”, diz, ao mesmo tempo que sublinha: “ A sinistralidade rodoviária em Angola é basicamente um problema de educação”, salienta.

O ministro Manuel Homem, que ainda recentemente participou em ações de sensibilização dos condutores em Luanda, concorda, e assevera que esta campanha, apesar de ser iniciativa do Ministério do Interior, o combate à sinistralidade rodoviária abrange outros departamentos ministeriais e organizações da sociedade civil angolanas: “Este programa vai estender-se às escolas no reforço da educação e cidadania para a sinistralidade rodoviária. E vai estender-se a outros núcleos da sociedade que identificamos como importantes para podermos ultrapassar a realidade atual”, garante.