Os elevados níveis de precipitação que se têm registado em Portugal estão a encher as barragens nacionais. O volume de armazenamento das bacias hidrográficas registado no último mês supera a média de janeiro, registada entre 1990/91 e 2024/25. São várias as albufeiras que se aproximam da sua capacidade máxima de retenção de água.
Segundo o Sistema Nacional de Informação de Recursos Hídricos (SNIRH), no último dia de janeiro do presente ano, das 60 albufeiras monitorizadas em Portugal, 53 apresentaram disponibilidades hídricas superiores a 80% do volume total e não há nenhuma com disponibilidade inferior a 40%.
Destaque para a região hidrográfica do Centro, onde as albufeiras do Oeste e do Tejo atingiram 99.3% e 92.8% do seu volume máximo de armazenamento, respetivamente. Ambas as regiões superaram em larga escala a média registada em janeiro, que no Oeste é de 65.9% e no Tejo é de 74.7%. No Mondego a situação superou ligeiramente o normal, com as albufeiras a armazenarem 79.5% da sua capacidade. Valor que transpõe um pouco os 71.3% registados na média de janeiro.
Mais acima, a Norte, o volume de armazenamento de água também é elevado. Aas albufeiras de Ave preencheram 93.2% da sua capacidade, as do Cávado 84.7% e as do Lima 86.8%. Estes valores contrastam com as respetivas percentagens contabilizadas na média de janeiro e que se traduzem em 75.2, 70.8 e 61 pontos percentuais. As albufeiras do Douro, que compreendem a maior parte da região hidrográfica do Norte, atingiram 87.3% da sua capacidade, transpondo uma média de 70.3% afeta ao primeiro mês de cada ano.
A Sul o volume de armazenamento das albufeiras segue o padrão, evidenciando-se a área compreendida pelo Guadiana que ocupou valores superlativos, com 97% da sua capacidade a serem atingidos. Para além de se aproximar do máximo possível de armazenamento, este número distancia-se dos valores habituais, que compõem uma média de 78.3. No Sado e Arade estão armazenados 84.9% e 83.3% dos volumes totais, versando sobre as médias de 57.3% e 55.1%.
Descendo um pouco, nas albufeiras abarcadas pelo rio Mira registam-se os valores mais baixos do país. Ainda assim, os números superam as quantidades habituais, com os 76.7% da sua capacidade total a superarem os 71% da média de janeiro. Por fim, na região do Barlavento contemplam-se índices elevados de armazenamento, com as suas albufeiras a atingirem 91.7% da sua capacidade.