Blaya, de 38 anos, recorreu ao Instagram para denunciar um problema de longa data que, na sua ótica, está a piorar. Com mais uma época de verão a aproximar-se, fecham-se programas de festivais de música, de festas académicas e populares e o desequilíbrio dos cartazes é enorme: “Em dez artistas há uma mulher.”
“Caminhamos para mais um ano de início de festas com um line up dominado por homens”, critica Blaya. A artista reconhece que o problema “sempre existiu”, mas que tem piorado, sobretudo em Portugal. Para ela, o fenómeno é incompreensível, porque opções femininas “não faltam”: “Temos mulheres a liderar o top, temos mulheres com espetáculos com grandes produções, temos mulheres com música de intervenção, mulheres com uma sonoridade rock, alternativa, pop, pimba, urbano, dançavel ou mais calmo.”
Blaya defende que este “círculo vicioso” só acaba “quando o público e promotores começarem a pensar fora da caixa”. Nesse sentido, destaca o festival Northwave, na ilha de São Miguel, nos Açores, que este ano produziu um cartaz composto exclusivamente por mulheres. “Felizmente, há pessoas que querem mudar isto (…), mas é raro.” A artista faz parte do alinhamento do evento, marcado para 25 de julho.