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  • “José Sócrates roubou mais do que Salazar”, André Ventura
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Um cardiologista detido no sul do Brasil está no centro de um dos casos mais graves de alegados abusos em contexto clínico dos últimos anos. Os relatos de dezenas de mulheres descrevem um padrão de comportamento que, segundo as autoridades, se repetia durante consultas médicas e pode ter ocorrido ao longo de pelo menos dois anos.

Crédito: Reprodução/Redes sociais

O médico, identificado como Daniel Pereira Kollet, de 55 anos, exercia na cidade de Taquara, na região metropolitana de Porto Alegre, no estado do Rio Grande do Sul. Foi detido preventivamente no final de março, após as primeiras denúncias apresentadas por três pacientes. Desde então, o número de alegadas vítimas aumentou significativamente e já ultrapassa as 40 mulheres, de acordo com a investigação.

As autoridades acreditam que o cardiologista se aproveitava da vulnerabilidade das pacientes durante consultas médicas. Segundo a Polícia Civil, ele solicitava que as mulheres se despissem para exames e, nesse momento, iniciava contactos físicos considerados inadequados, muitas vezes sem consentimento. No final das consultas, pedia silêncio às vítimas, o que pode ter contribuído para o prolongamento dos alegados crimes.

Relatos que chocam investigadores

Os depoimentos recolhidos revelam um padrão consistente. Várias mulheres descrevem que o comportamento do médico começava de forma aparentemente normal, mas evoluía para situações de abuso.

Uma das vítimas relatou ter sido atacada durante um exame, afirmando que o médico a agarrou por trás e tentou abrir-lhe a roupa. Outra mulher disse que o profissional apagava as luzes do consultório e permanecia sozinho com as pacientes, criando um ambiente de isolamento.

Há ainda relatos de funcionárias da própria clínica: uma ex-colaboradora afirmou que o médico a segurava com força e tentava forçar contacto íntimo. Outra denúncia partiu de uma enfermeira, que relatou ter acordado durante um plantão com o suspeito sobre o seu corpo.

Também há indícios de casos em que as vítimas podem ter sido dopadas. Pelo menos um depoimento aponta para essa possibilidade, o que está agora a ser analisado pela polícia.

Padrão de comportamento

De acordo com o delegado responsável pelo caso, os testemunhos apresentam semelhanças relevantes, o que reforça a linha de investigação. As vítimas descrevem abordagens semelhantes, sempre em contexto de consulta e com recurso à autoridade médica como forma de controlo.

Algumas pacientes afirmam que passaram a evitar consultas sozinhas após suspeitarem do comportamento do médico. Uma idosa relatou que decidiu levar um acompanhante – situação em que o alegado comportamento abusivo não se repetiu, o que poderá indicar premeditação.

Investigação em curso

A Polícia Civil continua a recolher depoimentos e não exclui a possibilidade de existirem mais vítimas. O caso ganhou dimensão após a divulgação dos primeiros relatos, levando outras mulheres a procurar as autoridades.

O Conselho Regional de Medicina foi acionado para apurar eventuais responsabilidades disciplinares e verificar se existiam queixas anteriores contra o profissional.

O médico permanece detido preventivamente enquanto decorrem as investigações. As autoridades trabalham agora para consolidar provas e determinar a extensão total dos alegados crimes, num processo que poderá ter forte impacto judicial e também na confiança entre pacientes e profissionais de saúde.

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