A administração da Fundação Casa da Música manifestou “respeito pleno” pelo direito à greve, mas, no entanto, lamentou o pré-aviso apresentado pelo Sindicato CENA-STE para uma paralisação entre 11 e 16 de Maio, sublinhando não partilhar a visão crítica sobre o funcionamento da instituição.
Em comunicado, o Conselho de Administração destaca o reconhecimento público e institucional do trabalho desenvolvido, apontando a adesão do público, a crítica e as parcerias como prova da relevância da Casa da Música no panorama cultural e educativo.
A administração garante estar empenhada na valorização dos trabalhadores, destacando a implementação de um novo modelo de carreiras, resultado de um processo “longo e participado”, que envolveu o sindicato e a comissão de trabalhadores. O modelo, segundo a instituição, visa corrigir assimetrias, estruturar progressões e criar um sistema mais transparente e equilibrado, mantendo abertura para ajustes através do diálogo.
No plano financeiro, o Conselho de Administração sublinha que a reforma foi concebida tendo em conta a sustentabilidade da instituição, apontada como prioridade num relatório independente. A implementação traduziu-se, segundo a mesma fonte, no maior aumento salarial da história da Fundação, com uma subida média de 5,1% e aumentos superiores a 100 euros na maioria dos casos. Apesar da contestação sindical, a administração reafirma disponibilidade para um “diálogo construtivo”, procurando conciliar a valorização das carreiras com o equilíbrio financeiro e a missão cultural da instituição.