A residência oficial de Luís Montenegro, de 53 anos, em São Bento, voltou a necessitar de serviços de controlo de pragas. O governo adjudicou um contrato, no valor total de 13 950 euros, para desbaratização, desratização e desinfestação, revela o Correio da Manhã. O ajuste direto foi formalizado a 20 de março e prevê intervenções distribuídas ao longo de três anos, com pagamentos anuais de 4 650 euros até 2028.
O acordo cobre ações preventivas, corretivas e de emergência em todo o complexo do Palacete de São Bento. Além da residência principal, inclui edifícios adjacentes, a esquadra da PSP, a garagem e as áreas ajardinadas.
O problema não é recente. Há registos de contratos semelhantes desde, pelo menos, 2018, durante o Executivo de António Costa. À época, já eram apontadas como críticas zonas como cozinhas, copas, instalações sanitárias, caixas de esgoto e jardins, com atenção especial a pragas como traças, mosquitos, pulgas, formigas, peixinho-de-prata, o chamado “bicho dos livros” e a processionária.
Construído em 1877, o Palacete de São Bento ocupa terrenos do antigo convento beneditino e serve como residência oficial do chefe do Governo desde 1938. A antiguidade do imóvel ajuda a compreender a frequência destas intervenções, um problema que não se limita a este edifício. Dados do Portal Base indicam que, desde o início de 2025, organismos públicos já gastaram mais de 5,5 milhões de euros em serviços de controlo de pragas.