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  • “José Sócrates roubou mais do que Salazar”, André Ventura
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A Câmara Municipal de Cascais, liderada por Nuno Piteira Lopes, de 47 anos, ajudou a pôr fim à polémica em torno das refeições no colégio dos Salesianos de Manique, depois de ter sido denunciada a existência de menus diferentes para alunos do regime privado e para alunos abrangidos pelo contrato de associação. A solução encontrada passa pela uniformização da oferta na cantina: a partir de agora, todos os estudantes passam a ter acesso às mesmas opções de almoço, mantendo-se para os alunos do contrato de associação o preço de 1,46 euros por refeição.

A mudança foi comunicada pela escola, numa circular enviada aos encarregados de educação, na qual é explicado que a cantina passará a disponibilizar “também para os alunos do contrato de associação três opções de refeições diárias”. Segundo a mesma informação, a alteração resulta de “um enorme esforço da Fundação Salesianos e uma grande colaboração da Câmara Municipal de Cascais”, que passará a comparticipar cada refeição com um valor idêntico ao atribuído às escolas públicas do concelho.

“É um final justo”, reconhece o edil, em exclusivo ao 24Horas, recordando que o problema “não foi criado pela Câmara Municipal de Cascais, mas que, no final do dia, é sempre uma responsabilidade da Câmara Municipal de Cascais, uma vez que se trata de crianças que são de Cascais, e em Cascais”: “O modelo de escola que uma criança frequenta não pode nunca definir aquilo que é o tratamento que é dado a essa criança.”

O balanço de Nuno Piteira Lopes sobre a resolução desta polémica na referida instituição de ensino é, por isso, muito positivo. “Isso, para nós, é inegociável. A discriminação não se combate com declarações, com princípios, com achismos. A discriminação combate-se com decisões. E se são 87 cêntimos o preço da igualdade para todas as crianças no concelho de Cascais terem acesso às mesmas refeições, Cascais decidiu pagar esse preço de 87 cêntimos por refeição. Este é um município que cuida das suas crianças.”

Defendendo que este é um município que cuida do seu futuro, o autarca do PSD deixa uma garantia, nesta conversa com o 24Horas. “Nós, em Cascais, tratamos, e iremos sempre tratar, do futuro das nossas crianças, que são o nosso futuro.” Sobre se foi fácil esta solução encontrada, Nuno Piteira Lopes prefere não a classificar. “Julgo que foi racional a câmara pagar aos alunos do ensino público que estudam nos Salesianos de Manique o mesmo que paga a todas as outras crianças que estudam numa escola pública no concelho de Cascais.”

Com menos um problema em mãos no concelho que lidera, o edil deixa uma garantia: “A função do presidente de câmara é tratar e cuidar daquilo que são os problemas do seu município. E quando temos um problema, aquilo que nós, enquanto autarcas, temos de fazer é decidir. Não decidir, não tomar decisões, arrastar problemas… O não decidir, o não tomar decisões ou deixar andar os problemas é que muitas vezes levam a que o nosso país esteja ainda num estádio de desenvolvimento que não é comparável com muitos outros, inclusivamente os que entraram já depois de nós na União Europeia.”

O caso dos Salesianos de Manique, recorde-se, rebentou publicamente em março, quando a Lusa revelou que os alunos que pagavam mensalidade tinham acesso a refeições mais variadas e de melhor apresentação do que os colegas do ensino financiado pelo Estado.

Os pais relatavam, além disso, menus repetitivos e menor qualidade para os alunos do contrato de associação. Na altura, a direção dos Salesianos sustentou que qualquer alteração dependia do enquadramento legal e do valor pago pelo Estado, sublinhando que o modelo de financiamento atual não acompanhava os custos reais de funcionamento.

Com a intervenção da autarquia, a escola passa agora a oferecer prato normal, prato alternativo ou vegetariano e prato de dieta a todos os alunos. Para os encarregados de educação que denunciaram a situação, a diferença é já visível. “É da noite para o dia”, disse Rute Vieira, mãe de um aluno do 9.º ano, acrescentando que “a apresentação é exatamente a mesma” e que as refeições “são muito diferentes” daquilo a que estavam habituados.

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