A UEFA castigou Prestianni, de 20 anos, com seis jogos de suspensão, na sequência do incidente com Vinícius Júnior, ocorrido a 17 de fevereiro, no Benfica-Real Madrid, da Liga dos Campeões, mas a sanção não foi aplicada por insultos racistas.
Segundo a decisão do organismo europeu, o avançado argentino foi punido por “conduta discriminatória”, de natureza homofóbica. Três desses seis jogos ficam, contudo, suspensos por um período probatório de dois anos, o que significa que Prestianni terá de cumprir de imediato metade do castigo.
O caso remonta ao encontro da primeira mão do play-off da Champions, em Lisboa, que o Real Madrid venceu por 1-0. Durante o jogo, Vinicius Júnior acusou Prestianni de lhe ter dirigido um insulto discriminatório (“macaco”), num episódio que levou a UEFA a abrir uma investigação disciplinar e a aplicar, numa primeira fase, uma suspensão provisória ao jogador do Benfica para a segunda partida, na capital espanhola. Posteriormente, a investigação prosseguiu até à decisão agora conhecida.
A formulação da UEFA é particularmente relevante, porque clarifica o enquadramento disciplinar final do processo. De acordo com a Reuters, o organismo concluiu que houve comportamento discriminatório homofóbico, não detalhando publicamente mais do que isso no anúncio da decisão.
Já noutras referências ao caso, incluindo relatos posteriores à investigação, é sublinhado que a punição final não confirmou, nos termos tornados públicos, uma sanção específica por abuso racial, embora o incidente tenha começado precisamente com essa acusação feita por Vinicius Júnior em campo.
O castigo representa, ainda assim, uma penalização pesada para Prestianni e volta a colocar o caso no centro do debate sobre insultos discriminatórios no futebol europeu. Além da suspensão do jogador, o encontro da Luz já tinha levado também a sanções ao Benfica por comportamento dos adeptos, incluindo multa e fecho parcial condicionado do estádio.