Segundo a CGTP, Portugal não pode fugir às responsabilidades no que toca ao ataque militar dos EUA contra o Irão: “A impunidade destes atos dá conta da cumplicidade da União Europeia e dos seus Estados-membros, nomeadamente Portugal”.
A Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP) acrescenta ainda que “além de não condenar esta agressão, Portugal está diretamente envolvido ao permitir a utilização da Base das Lajes como base de apoio para este ataque ilegal”.
No mesmo texto, a CGTP critica a ação militar dos Estados Unidos contra o Irão, considerando que foi realizada “fora do enquadramento do Direito Internacional” e com a “conivência” da União Europeia e de Portugal.
Perante este cenário, a organização apela ao Governo português para que respeite o Direito Internacional, a Carta das Nações Unidas e a Constituição da República Portuguesa, defendendo uma posição clara em defesa da paz e da legalidade internacional.
Segundo a CGTP, os Estados Unidos, Israel e os seus aliados da NATO têm seguido, há décadas, uma política de agressão e desestabilização no Médio Oriente, alimentando os conflitos no Afeganistão, Iraque, Líbia, Iémen, Líbano e Síria.