A Guarda de Finanças de Milão desmantelou uma rede de prostituição ligada à vida noturna na cidade, que prestou serviços a cerca de 70 jogadores da primeira divisão italiana, entre os quais futebolistas do Milan, Inter e Juventus. As escutas revelam ainda pedidos de serviços para um piloto de Fórmula 1 (F1).
O desmantelamento culminou na detenção de quatro pessoas, acusadas de favorecimento, exploração da prostituição e branqueamento de capitais. As atividades ilegais terão tido início em 2019 e mantiveram-se mesmo durante o período da pandemia de COVID-19. Alguns casos vieram a público devido à realização de festas com muitos participantes.
De acordo com informações da Gazzetta dello Sport, a rede operava através de uma empresa de organização de eventos que funcionava como fachada. Mediante pagamentos, eram disponibilizados pacotes exclusivos que incluíam acesso a espaços reservados em discotecas de luxo e encontros com acompanhantes de luxo em hotéis. Há ainda menções ao consumo de substâncias como o óxido nitroso, conhecido como ‘droga do riso’, bem como ao caos de uma mulher que ficou grávida.
A investigação revelou ainda que entre os clientes figuram vários empresários. Estima-se que o volume financeiro do esquema tenha ultrapassado os 1,2 milhões de euros. Apesar da dimensão do caso, não são conhecidos os nomes dos atletas envolvidos no caso.