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  • “Se existe um povo trabalhador, é o povo brasileiro”, Lula da Silva
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Cristina Ferreira, 48 anos, afirmou esta terça‑feira que a pergunta que desencadeou a polémica sobre a violação coletiva em Loures não representa aquilo que pensa, sublinhando que “não é não, ponto” e que nunca teve intenção de relativizar ou justificar qualquer crime sexual.

A apresentadora deu a primeira entrevista sobre o caso, conduzida por José Alberto de Carvalho, depois de ter sido alvo de milhares de críticas e queixas. O jornalista começou por citar a questão colocada no programa Dois às Dez, que motivou indignação pública. Cristina respondeu de imediato: “Primeiro, não foi um comentário, foi uma pergunta que tínhamos escolhido fazer naquele espaço. Segundo, quero dizer que estou bem, porque tenho recebido muito essa questão de como estou face a isto.”

A apresentadora explicou que a entrevista à psicóloga convidada foi preparada pela equipa e que, se tivesse sido ela a escrever o guião, a formulação teria sido diferente. “Nestes 20 anos fiz várias perguntas com temas semelhantes. Permiti-me estudar e ouvir tudo sobre estas situações. Tentamos sempre esclarecer da forma mais simples possível.”

Sobre a frase que gerou a polémica, Cristina foi taxativa: “Não é aquilo que penso. ‘Não’ é ‘não’, ponto. Todos nós sabemos. Mas o ‘não’ não existe numa violação, porque não foi respeitado.”

A estrela da TVI rejeitou também as acusações de machismo que lhe têm sido dirigidas. “Não me identifico. Estou a criar um homem e garanto que lhe incuto todos os valores para respeitar uma mulher.”

Quanto à reação sobre a polémica, referiu que teve de se desconectar, porque “dentro da minha profissão estou sujeita a estes riscos”. No dia seguinte admitiu que não percebeu como alguém entendeu que a mesma estaria do lado do violador e perguntou a colegas se poderiam rever a questão para perceber se tinha errado. “Eu achei assustador”, confessou.

Quanto ao comunicado da empresa e a mesma fez nas redes sociais, anteriormente, foi a pedido dos advogados, mas garante que não concordou com nenhuma das intervenções: “Eu não queria aquele comunicado”.

Quanto à expressão “pôs‑se a jeito”, utilizada na mesma crónica do programa das manhãs, Cristina Ferreira esclareceu que a frase surgiu no contexto de um caso de violência doméstica. “A expressão foi usada na sequência do testemunho de uma senhora que era vítima de agressão. Quisemos alertar atuais vítimas de que não podem abrir a porta nem entrar no carro com o agressor”, explicou.

Questionada sobre a decisão de emitir os últimos dez minutos da entrevista, Cristina Ferreira devolveu a crítica ao público: “Porque é que foram colocados no ar? Viram até ao fim?”, perguntou, sublinhando que muitos dos comentários ignoram os momentos finais do programa, onde — garante — o contexto fica esclarecido.

A apresentadora admitiu ainda ter ficado surpreendida com a reação de alguns colegas do entretenimento: “Achei assustador. A maior parte deles nem sequer se dá comigo. E foi interessante perceber que nenhum pegou no telefone para perguntar: ‘Explica‑me o que aconteceu’.”

Por fim disse “peço desculpas pelas formulação de palavras na questão”, o que levou José Alberto de Carvalho a interromper para perceber se aquilo constituía, de facto, um pedido de desculpas. No entanto, Cristina Ferreira negou, afirmando que era “um lamento”.

4200 queixas na ERC — incluindo dos pais da vítima

De acordo com informações confirmadas pela Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC), Cristina Ferreira foi alvo de 4200 queixas, das quais 900 apenas na quinta‑feira, dia 16. Entre os que apresentaram queixa estão os pais da jovem que foi agredida sexualmente por quatro rapazes em Loures.

A entrevista surge após o primeiro comunicado publicado pela apresentadora nas redes sociais, que, em vez de acalmar a controvérsia, acabou por intensificá‑la. A TVI já tinha defendido publicamente a sua diretora de entretenimento, afirmando que “em nenhuma circunstância a TVI, e naturalmente Cristina Ferreira, concordariam com a banalização de um crime”.

Nas redes sociais, os comentários negativos continuam a acumular-se diariamente. Entre as mensagens mais frequentes lê‑se: “O filhote está crescido, tens de lhe explicar que não é não”, “Quem te segue e elogia identifica‑se com as tuas declarações” e “Estás a pôr-te a jeito, Cristina”.

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