O caso mediático do surto de hantavírus que já provocou, pelo menos, três mortes no navio cruzeiro MV Hondius, continua a dar que falar. A Direção-Geral de Saúde (DGS), em conjunto com o Sistema Nacional de Saúde (SNS), fizeram uma publicação nas redes sociais onde tiram dúvidas sobre o vírus. Ainda assim, reforçaram que “o risco para Portugal é muito baixo, pelo que não há medidas preventivas a implementar a nível nacional”.
O hantavírus é responsável pela Síndrome Pulmonar por Hantavírus (SPH), uma doença zoonótica transmitida sobretudo por inalação de partículas contaminadas provenientes da urina, fezes ou saliva de roedores infetados. A transmissão entre pessoas é considerada rara.
De acordo com a mesma publicação, os primeiros sintomas podem ser semelhantes aos de uma gripe: febre, dores musculares e fadiga. Entre quatro a dez dias depois, podem aparecer complicações respiratórias graves, como tosse, falta de ar extrema e acumulação de líquido nos pulmões, situações que exigem assistência médica imediata.
A DGS e o SNS referem, no entanto, que não há, atualmente, motivos para alarme em Portugal. O vírus tem sido identificado sobretudo em países sul-americanos, como Argentina, Chile, Uruguai e Paraguai.