A Rússia assinalou o Dia da Vitória, este sábado, 9, com uma parada militar na Praça Vermelha, em Moscovo, marcada por forte dispositivo de segurança e por uma escala mais reduzida do que em anos anteriores.
A cerimónia, que evocou os 81 anos da derrota da Alemanha nazi, decorreu num contexto dominado pela guerra na Ucrânia e pela ameaça de ataques do país vizinho, com a ausência de tanques e armamento pesado a contrastar com a coreografia militar habitual.
No discurso, Vladimir Putin, de 73 anos, voltou a ligar a memória da Segunda Guerra Mundial à atual campanha militar russa. Perante as tropas alinhadas na Praça Vermelha, o presidente elogiou os soldados que combatem na Ucrânia e acusou a NATO de estar diretamente por trás do esforço militar contra Moscovo.
Segundo ele, as forças russas enfrentam “uma força agressiva, armada e apoiada por todo o bloco da NATO”, mas lutam por uma “causa justa”.
O n.° 1 do Kremlin procurou ainda transmitir confiança, afirmando que “a vitória sempre foi e será nossa” e que a chave do sucesso está na “força moral”, na coragem, na unidade e na capacidade de resistência do povo russo. A mensagem, em tom mobilizador, inscreve-se na estratégia de Moscovo de apresentar a guerra na Ucrânia como uma continuação da luta histórica contra ameaças externas.