A Assembleia Magna da Associação Académica de Coimbra aprovou a exclusão do Chega de todas as atividades académicas. A votação aconteceu na quarta-feira, dia 25, tendo a aprovação sido garantida por larga maioria, registando-se 273 votos a favor, três votos contra e 30 abstenções.
Os resultados são vistos pela Associação Académica de Coimbra como “uma posição clara e consolidada da comunidade estudantil” em relação à exclusão do Chega. A decisão implica a exclusão do partido de André Ventura de visitas ao edifício-sede, em moldes eleitorais, políticos, institucionais ou outras situações. O Chega não poderá ainda participar em eventos ou iniciativas cívicas, sociais, económicas, mediáticas ou políticas dos órgãos centrais, intermédios e estruturas.
Em comunicado, a Direção-Geral da Associação Académica de Coimbra salienta que este é um compromisso “com uma academia inclusiva, plural e assente nos princípios da liberdade, igualdade e solidariedade, honrando o seu legado histórico da instituição e o papel dos estudantes na defesa da democracia em Portugal”.
O presidente da Direção-Geral da Associação Académica de Coimbra, José Carlos Machado, considera que o Chega usa “narrativas populistas” para chegar a “minorias ou estratos populacionais concretos como bodes expiatórios para os problemas nacionais”, segundo o Jornal de Notícias.
O Chega já reagiu, afirmando que a decisão é um “um ato de censura política e de intolerância ideológica”.