Luís Figo, de 53 anos, comentou os casos de racismo no mundo do futebol, a começar pelo episódio que marcou o encontro entre o Benfica e o Real Madrid, a 17 de fevereiro. Vinícius Júnior (25) acusou Prestianni (20) de lhe chamar “mono”, macaco em espanhol.
“Tem de se banir todas essas incidências, não apenas do futebol, mas também do desporto. Mas isto vem através da nossa sociedade também. Tem de se educar e tomar as iniciativas para que isto não aconteça. Acho que o mais importante é educar os jovens e banir e sancionar”, indicou o ex-melhor futebolista do mundo.
Sobre as acusações que podem ser trocadas em campo, Figo explicou que são “situações muito difíceis, porque no futebol há sempre algumas agressões verbais no campo”: “Acho que não é racismo, não estou a desculpar, mas talvez estejas num momento acalorado e dizes algo que não queres, ou que pensas, mas depende da importância do momento. Não acho que os jogadores sejam racistas. Mas, claro, são coisas que não podem acontecer.”
O ex-craque nascido e criado no Sporting felicitou também a chegada de José Mourinho à luz e o regresso do treinador à Liga Portuguesa, desejando-lhe sorte – exceto, como fez questão de sublinhar, nos jogos contra o clube do seu coração.
Sobre o resultado do dérbi, o vencedor da Bola de Ouro de 2000 admitiu que o “título ficou mais difícil” para os leões, embora tenha sublinhado que, “enquanto houver vida, nunca se deve perder a esperança”.
Luís Figo está na cerimónia dos Prémios Mundiais do Desporto Laureus 2026, como um dos embaixadores da cerimónia. O evento ocorre no Palácio de Cibeles, em Madrid.