O FC Porto celebrou a conquista do 31.º título nacional, este sábado, dia 2, no Estádio do Dragão, com uma homenagem profundamente emotiva a Jorge Costa, antigo capitão e dirigente do clube, que morreu em agosto de 2025. “Conseguimos juntos”, escreveu o clube.
Já depois da vitória sobre o Alverca, por 1-0, que confirmou matematicamente o campeonato, as luzes do estádio apagaram-se, as bancadas iluminaram-se com os telemóveis dos adeptos e, ao som de ‘Never Enough’, desceu para o relvado a bandeira portista que tinha coberto a urna de Jorge Costa no funeral.
No centro do campo, André Villas-Boas e Estela Rito, viúva do antigo defesa, aguardaram a descida da bandeira e seguraram-na lado a lado, num dos momentos mais fortes da noite, com várias lágrimas nos rostos e os adeptos a gritarem o nome de Jorge Costa.
A homenagem prolongou-se com todo o plantel reunido em redor, vários elementos em lágrimas e o hino do clube entoado por todo o estádio, depois do presidente do FC Porto ter colocado a bandeira sobre os ombros de Diogo Costa, atual capitão dos dragões.
A dimensão simbólica do momento foi reforçada pelas palavras de Villas-Boas. Numa mensagem divulgada após a conquista, o líder do clube escreveu: “Dedico esta conquista inteiramente a Jorge Nuno Pinto da Costa, o Presidente dos Presidentes do FC Porto, e a Jorge Costa”. E acrescentou que ambos são “dois símbolos de uma história” que exige sempre mais.
Villas-Boas sublinhou ainda que o título foi alcançado “com brio, profissionalismo e à Porto” e deixou uma ideia que sintetiza o espírito da noite: “No FC Porto, celebrar é um momento. Vencer, esse, é um compromisso.”