A investigação sobre o voo da TAP, ocorrido em janeiro, está a revelar detalhes preocupantes sobre o incidente registado durante a aproximação a um aeroporto na República Checa, onde uma aeronave da companhia desceu abaixo da altitude mínima de segurança.
Agora, informações divulgadas pela imprensa checa indicam que o comandante terá ignorado um total de quatro avisos críticos ao longo da aproximação. Entre esses alertas estavam dois feitos pelo copiloto e outros dois transmitidos pelo controlo de tráfego aéreo, todos indicando que a aeronave se encontrava abaixo da altitude mínima permitida.
Apesar dos avisos sucessivos, não terá havido reação imediata na cabine, permitindo que o avião continuasse a voar numa altitude considerada de risco durante uma fase crítica do voo. A situação só foi corrigida após um alerta mais intenso, que levou à execução de uma arremetida – procedimento padrão utilizado quando a aterragem deixa de ser segura.
O caso envolve um Airbus A320neo da transportadora portuguesa, que, durante a aproximação a Praga, chegou a operar significativamente abaixo dos limites recomendados, aproximando-se perigosamente do terreno antes de recuperar altitude.
Apesar de não se terem registado feridos, o incidente é classificado como grave e continua sob investigação pelas autoridades de aviação. O foco está agora em apurar por que razão os alertas iniciais foram ignorados e se houve falhas no cumprimento dos protocolos de segurança dentro da cabine.