Uma investigação da CNN Internacional revelou que o Irão e as forças suas aliadas conseguiram infligir danos significativos em várias bases militares dos Estados Unidos no Médio Oriente, expondo fragilidades numa das regiões mais sensíveis do ponto de vista estratégico.
Segundo o levantamento, baseado em imagens de satélite e fontes militares, pelo menos 16 instalações norte-americanas foram atingidas em oito países.
Entre os exemplos mais relevantes estão a base de Al Asad Airbase, no Iraque, uma das maiores posições dos EUA na região, e a Erbil Airbase, igualmente alvo de ataques com mísseis e drones. Na Síria, foram registados impactos em posições militares norte-americanas na região de Deir ez-Zor, enquanto na Jordânia uma base usada por forças dos EUA também terá sido atingida.
Já no Golfo, infraestruturas associadas à Al Udeid Air Base — uma das mais importantes da presença americana — e instalações de apoio no Bahrein e nos Emirados Árabes Unidos sofreram danos em sistemas de vigilância e defesa.
Em vários casos, os ataques atingiram radares, centros de comunicações e equipamentos críticos, alguns considerados de difícil substituição.
O conflito, que escalou após operações militares dos EUA e de Israel contra alvos iranianos, levou Teerão a responder com uma ofensiva coordenada, recorrendo a mísseis balísticos e drones. O impacto financeiro é elevado, com estimativas a apontarem para custos entre 25 e 50 mil milhões de dólares para Washington.
A análise da CNN Internacional sugere que, apesar da superioridade militar americana, o Irão demonstrou capacidade para atingir infraestruturas estratégicas de forma eficaz, levantando dúvidas sobre a resiliência do dispositivo militar dos EUA e sobre o equilíbrio de forças na região.