O falhanço das negociações entre os Estados Unidos e o Irão está a provocar um choque imediato nos mercados financeiros, com efeitos visíveis sobretudo na energia e no sentimento dos investidores. A ameaça de bloqueio do Estreito de Ormuz – por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial – fez disparar o preço do crude acima dos 100 dólares por barril, reativando receios de escassez e inflação global.
Este agravamento geopolítico traduziu-se num movimento claro de aversão ao risco: bolsas em queda na Europa e na Ásia, pressão sobre os futuros norte-americanos e procura reforçada por ativos-refúgio como o dólar. 
Para além do impacto imediato, o encarecimento da energia ameaça travar a recuperação económica, aumentando custos para empresas e consumidores e elevando a probabilidade de políticas monetárias mais restritivas.