O jornalista Jorge Peixoto prepara-se para dar um novo passo na sua carreira, desta vez no mundo das artes plásticas, ao integrar a exposição coletiva ‘Sem Amarras’, que será inaugurada no sábado, dia 18, às 16:00, numa galeria situada na Rua da Torrinha, no Porto.
Em declarações exclusivas ao 24Horas, o estreante na pintura revelou que o convite partiu do galerista Joaquim Fonseca, responsável pelo espaço, acrescentando que a mostra surge no âmbito das comemorações dos 50 anos da Constituição portuguesa. Apesar disso, sublinha que não há uma imposição temática direta: “’Sem Amarras’ tem a ver com um bocadinho com a liberdade.”
Autodidata, Jorge Peixoto contou que a ligação à pintura é recente, mas intensa. “Sou jornalista desde 1975 e sempre tive o desejo de pintar a óleo. Nunca pintei, a não ser há um ano e meio”, afirmou, revelando que, desde então, desenvolveu uma dedicação quase obsessiva: “Comecei a pintar e a ter quase uma pulsão febril em pintar”. Em apenas ano e meio, produziu treze telas.
O convite para a exposição surgiu através de uma amiga, Teresa Fialho, que apresentou os seus trabalhos ao galerista. “Achou alguma graça aos meus trabalhos e fui de facto convidado para integrar esta exposição”, contou, mostrando-se grato também a outras pessoas que o incentivaram neste percurso, nomeadamente Maria Odília, que lhe deu as primeiras orientações técnicas.
Quanto à receção do público, o jornalista mantém uma perspetiva realista, mas otimista: “A minha expectativa é ótima porque é a expectativa de um principiante e, portanto, tudo o que vier à rede, como eu costumo dizer, é ganho”. Surpreendido com o interesse já demonstrado, revelou ainda: “Um amigo meu já me comprou uma tela, o que eu nem estava à espera”.
Para Jorge Peixoto, esta nova fase representa a concretização de um desejo antigo e uma forma diferente de olhar o mundo: “É uma área que também tem a ver com a observação (…) e agora sinto que estou a concretizar”.