Frase do dia

  • “Pus-me no papel da mãe que tudo pode. Mas não somos capazes durante muito tempo”, chef Filipa Gomes
  • “Pus-me no papel da mãe que tudo pode. Mas não somos capazes durante muito tempo”, chef Filipa Gomes
  • “Pus-me no papel da mãe que tudo pode. Mas não somos capazes durante muito tempo”, chef Filipa Gomes
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Carlos Alfredo de Brito nasceu a 9 de fevereiro de 1933, em Lourenço Marques, na então Moçambique portuguesa. Veio para Portugal em criança, cresceu em Alcoutim, no Algarve, e foi em Lisboa que encontrou a política e a prisão.

Aos vinte anos, já estava nas fileiras do Partido Comunista Português. A PIDE prendeu-o três vezes. Passou oito anos nas cadeias do Aljube, Caxias e Peniche, onde foi torturado. Estudou em Moscovo, regressou à clandestinidade, e estava em Lisboa na madrugada do 25 de Abril de 1974, a coordenar a organização do partido na capital.

Depois da Revolução, foi deputado à Assembleia Constituinte e exerceu mandato parlamentar ininterrupto de 1976 a 1991, quase sempre pelo Algarve, presidindo durante quinze anos ao Grupo Parlamentar do PCP. Em 1980, foi candidato presidencial do partido e retirou-se a favor de Ramalho Eanes. Entre 1992 e 1998 dirigiu o “Avante!”

Mas o partido acabou por ser pequeno demais para ele. Em meados dos anos 90, Carlos Brito insurgiu-se contra o rumo dogmático do PCP e tornou-se a figura central dos chamados renovadores. Em 2002 foi suspenso pelo Comité Central. Em 2003 autossuspendeu-se e nunca mais voltou. Fundou a Associação Renovação Comunista e continuou a criticar o PCP com a autoridade moral de quem sofreu pelo partido antes de o partido existir como força legal.

Era casado com Zita Seabra, também ela histórica militante comunista que percorreu caminho semelhante de ruptura. Tinha duas filhas e três netas.

Morreu com 93 anos.

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