Aryna Sabalenka, de 28 anos, ameaça boicotar os torneios do grand slam caso os jogadores continuem sem ver satisfeitas as suas exigências em relação aos prémios monetários. A n.º 1 do ténis mundial falou sem filtros esta terça-feira, dia 5, em Roma, e colocou Roland Garros debaixo de fogo, numa altura em que cresce a tensão entre os tenistas e os organizadores dos majors.
“A dada altura, teremos de boicotar, se for a única solução para defender os nossos direitos”, exige a bielorrussa, deixando claro o descontentamento dos atletas com a distribuição das receitas no ténis. Sabalenka insiste que os jogadores são a peça central do espetáculo e considera injusta a atual repartição financeira: “Nós damos o espetáculo. Sem nós, não haveria torneios, nem entretenimento. Penso que merecemos ser mais bem pagos.”
A reação surge depois de uma carta assinada por 20 estrelas do circuito, entre elas Jannik Sinner, Carlos Alcaraz, Novak Djokovic, Coco Gauff e Iga Swiatek, que criticaram o aumento considerado insuficiente do prize money de Roland Garros. Apesar de o torneio francês passar a distribuir 61,7 milhões de euros em 2026, os tenistas queixam-se de receber menos de 15% das receitas, muito abaixo dos 22% que reivindicam. Além disso, pedem melhores condições sociais, incluindo apoio à reforma, cuidados de saúde e licenças de maternidade.