Rúben Amorim, de 41 anos, não escondeu o peso emocional do reencontro com o Benfica. Na conferência de imprensa desta terça-feira, véspera da receção do AC Milan às águias, na primeira jornada da fase da Liga Europa, o treinador classificou o adversário como um dos candidatos a conquistar a competição e esclareceu a polémica em torno de um eventual convite para regressar à Luz.

“O Benfica demonstrou que pode competir para vencer troféus, graças à qualidade dos seus jogadores e treinador. Tem uma identidade clara, é forte e pode vencer a Liga Europa”, afirmou Amorim, que representou os encarnados enquanto jogador.

Sobre o duelo de quarta-feira, em San Siro, ele terá um significado diferente. “É o nosso primeiro jogo na Liga Europa, mas é um encontro especial”, admitiu o técnico, recordando as duas finais da Taça dos Campeões Europeus entre os clubes, em 1963 e 1990, ambas ganhas pelo Milan. Amorim destacou ainda Rui Costa, atual presidente do Benfica e antigo jogador dos rossoneri, e Gonçalo Ramos, formado no Seixal e agora às suas ordens em Itália.

Questionado sobre as notícias que apontaram para uma aproximação do Benfica antes de assinar pelo Milan, Amorim foi taxativo: “Não houve convite do Benfica. É assunto encerrado... Era muito claro para mim que não iria treinar. Que iria ter um ano parado com a minha família, que já ando a prometer há quatro anos. Isso era muito claro, mas depois recebi uma chamada do Milan, tive uma conversa com os donos e eles convenceram-me a começar a trabalhar mais cedo. Claramente não ia voltar a Portugal, neste momento. Surgiu o Milan e acho que mais nenhum outro convite me faria voltar a trabalhar, porque precisava de parar, e eu cedi. É o mais importante."

Milan e Benfica entram em campo esta quarta-feira, às 20:00 de Portugal continental, num San Siro que recebe o reencontro de dois históricos do futebol europeu, quase 19 anos depois do último duelo oficial.

Crédito: @acmilan