Os fundos de pensões em Angola geriam mais de 1,33 milhões de milhões de kwanzas (cerca de 1,30 mil milhões de euros) no primeiro semestre de 2026. O património cresceu 6,4% face ao mesmo período do ano anterior, segundo a Agência Angolana de Regulação e Supervisão de Seguros.

O número de fundos passou de 41 para 46 e o de entidades gestoras aumentou de nove para dez. Adelmiro Gonçalves, administrador executivo da ARSEG, indicou que existem processos de constituição de novos fundos concluídos, a aguardar publicação, que poderão elevar o total para mais de 50 até ao final do ano.

Apesar da expansão, o mercado continua concentrado. Os 35 fundos fechados, associados a empregadores ou grupos profissionais, representam 96,63% do património. Os onze fundos abertos, com acesso mais abrangente, reúnem apenas 3,37%. No final de 2025, havia 68.423 participantes, mais 4% do que no ano anterior.

O regulador considera necessário democratizar o acesso à poupança complementar para a reforma. A educação financeira é apontada como instrumento para chegar a mais trabalhadores e famílias. O crescimento do setor permanece ligado sobretudo a grandes empresas e instituições, pelo que a expansão dos fundos abertos poderá alargar a proteção a outros segmentos.