Angola reduziu as quantidades importadas de trigo, arroz e feijão no primeiro semestre de 2026, embora com evoluções diferentes nos custos. O trigo recuou 27,7 por cento em volume, o arroz diminuiu 12% e o feijão registou a maior quebra, de 58,4%, face ao mesmo período de 2025.
As compras de trigo passaram de 268,8 mil para 194,4 mil toneladas. A despesa baixou apenas 13%, para 180,4 milhões de dólares, porque o preço médio implícito subiu cerca de 20,3%, de 771 para 928 dólares por tonelada. A redução das quantidades não foi, portanto, acompanhada por uma descida equivalente da fatura.
No arroz, as importações passaram de 202,7 mil para 178,4 mil toneladas e o custo recuou 21,4 por cento, para 113,7 milhões de dólares. Já o feijão caiu de 13,5 mil para 5,6 mil toneladas, com uma redução de 67,4% na despesa, que ficou em 6,8 milhões de dólares.
O recuo das compras externas, por si só, não demonstra um aumento da produção angolana. A evolução deve ser cruzada com dados sobre colheitas, consumo e produtos armazenados. Alterações de preços, procura, financiamento ou calendário das importações também podem explicar parte das diferenças. No arroz e no feijão, a descida dos preços médios contribuiu para reduzir os custos.

















