Ariana Grande, de 32 anos, pediu que a administração de Donald Trump deixasse de utilizar a sua música em conteúdos de natureza política, na sequência de um vídeo divulgado pela Casa Branca na rede social TikTok no início da semana.
A publicação mostrava agentes federais a deter e algemar pessoas, enquanto tocava a canção ‘Bye’, lançada pela artista norte-americana em 2024. O vídeo era acompanhado pela mensagem: “Adeus… O Presidente Trump garantiu a fronteira mais segura da história.”
A cantora reagiu diretamente à partilha, deixando um apelo público para que a sua obra não fosse associada a esse tipo de mensagem. “Por favor, não utilizem a minha música em relação a esta barbaridade desumana e hedionda”, escreveu Ariana Grande.
Segundo a BBC, pouco depois da reação da artista, o vídeo terá ficado sem som e o comentário publicado pela cantora deixou de estar visível, o que gerou dúvidas entre utilizadores sobre uma eventual remoção.
Em resposta à polémica, a Casa Branca, através da porta-voz Abigail Jackson, defendeu as políticas de imigração da administração norte-americana, sublinhando: “O que é verdadeiramente bárbaro, desumano e hediondo são os imigrantes ilegais criminosos que feriram e assassinaram cidadãos americanos inocentes.”
A controvérsia surge num contexto em que Donald Trump assinou recentemente uma lei que prevê mais de 70 mil milhões de dólares em financiamento para as agências de imigração, ao longo dos próximos dois anos e meio.
Ariana Grande junta-se, assim, a uma lista crescente de artistas que têm contestado o uso das suas músicas em conteúdos políticos sem autorização. Em 2024, também Sabrina Carpenter criticou a utilização do tema ‘Juno’ em vídeos associados a operações de imigração. Nos últimos anos, nomes como ABBA, Céline Dion e Beyoncé também já manifestaram oposição ao uso das suas obras em iniciativas ligadas a Donald Trump.

















