Portugal chega ao fim do período mais exigente do combate aos incêndios rurais com um dado positivo: apesar de terem sido registadas mais ocorrências, a área ardida diminuiu. O balanço surge no último dia da fase de maior empenhamento do dispositivo de combate, que este ano mobilizou mais de 15 mil operacionais.
O período de maior empenhamento do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) termina esta quarta-feira, dia 30. Para 2026, o Governo preparou um dispositivo com 15.149 operacionais, 2.596 equipas, 3.463 veículos e até 80 meios aéreos, incluindo dois helicópteros Black Hawk da Força Aérea.
Os dados divulgados no balanço da época mostram que o País registou mais incêndios do que no período homólogo, mas conseguiu limitar melhor as consequências no território, com uma redução da área ardida. O resultado ganha particular importância por julho, agosto e setembro serem historicamente os meses em que se concentra o maior número de ocorrências e de hectares consumidos pelas chamas.
O balanço permite, assim, destacar a capacidade de resposta do dispositivo montado para este ano, embora a área ardida não dependa apenas dos meios de combate. As condições meteorológicas, a vegetação, a orografia e a rapidez de propagação das chamas são também fatores determinantes na dimensão dos incêndios.
Com o fim de setembro termina formalmente o período crítico habitual, que decorre entre 1 de julho e 30 de setembro, embora possa ser prolongado perante condições excecionais.
O Governo tinha reforçado para 2026 a capacidade operacional de prevenção e combate, apostando num dispositivo de grande dimensão durante os três meses de maior risco. O facto de o País chegar ao final desta fase com menos território consumido pelas chamas, apesar do aumento das ocorrências, constitui um dos principais indicadores positivos do balanço da época.

















