Ángel Di María voltou a ser decisivo numa final. Aos 38 anos, o antigo jogador do Benfica marcou dois golos e comandou o Rosario Central na conquista da Supercopa Internacional da Argentina, com uma vitória por 3-1 sobre o Estudiantes, numa decisão que terminou com socos, empurrões e duras acusações à arbitragem.

No Estádio Madre de Ciudades, em Santiago del Estero, o Estudiantes entrou praticamente a ganhar: Alexis Castro fez o 1-0 ainda no primeiro minuto. A resposta teve assinatura de Di María. O campeão mundial argentino empatou com um magnífico livre direto e, já no período de compensação da primeira parte, consumou a reviravolta de penálti, assinalado pelo árbitro Darío Herrera após intervenção do VAR.

O Estudiantes contestou várias decisões da equipa de arbitragem, incluindo dois possíveis penáltis e uma eventual segunda advertência a Elías Verón. Já nos descontos da segunda parte, com Fernando Muslera longe da baliza depois de subir à área adversária, Julián Fernández fechou as contas, com um espetacular remate de trivela desde longa distância: 3-1.

Foi então que a final descambou. Jogadores e elementos das duas equipas envolveram-se numa enorme confusão, com empurrões e socos, que se prolongou para a entrada do túnel de acesso aos balneários. Juan Sebastián Verón, presidente do Estudiantes, também perdeu a cabeça e confrontou diretamente Darío Herrera, acusando o árbitro: “A culpa é tua, és um ladrão!”

Entre o brilho de Di María e um desfecho caótico, o Rosario Central levantou a Supercopa Internacional, sucedendo a Racing, Talleres e Vélez na lista de vencedores da competição.

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