Bruno Fernandes, de 32 anos, quebrou o silêncio sobre o caso Cristiano Ronaldo (41) e revelou ter falado diretamente com o capitão da Seleção Nacional após os acontecimentos que levaram CR7 a abandonar a concentração.

Na conferência de imprensa de antevisão ao Portugal-Noruega, o talentoso médio deixou uma defesa firme do companheiro e pediu união em torno da equipa nacional.
"Tive uma conversa com o Cris. O que lhe disse é que, independentemente daquilo que aconteça, Cristiano Ronaldo nunca deixará de ser o maior símbolo da nossa Seleção, do nosso futebol e do país", afirmou Bruno, destacando tudo o que o avançado fez "em Portugal e pelo mundo fora".

Para o capitão do Manchester United, Ronaldo tem "um lugar reservado não só nos melhores de todos os tempos, mas também no coração de todos os portugueses".
Bruno Fernandes garantiu ainda que não existem fações dentro do balneário. "Não existem divisões na Seleção. É uma só e continuará assim, apesar dos ruídos que possam vir de fora." E deixou um recado: "Todas as casas devem resolver os seus assuntos de porta fechada." O desejo é que o diferendo termine "bem, tanto para um lado como para o outro."

Numa conversa posterior com a RTP, Bruno foi ainda mais longe. Confirmou que procurou Ronaldo "por uma questão de respeito" e confessou: "A minha esperança é que ele não tome decisões a quente e queira abandonar a Seleção de vez."

Caso CR7 decida terminar a carreira internacional, defendeu, "tem de fazê-lo num dia de festa", porque "assim o merece". Bruno colocou Ronaldo ao nível de Eusébio e Luís Figo entre as maiores figuras do futebol português e concluiu com um apelo: Portugal não pode ficar dividido por causa do seu maior ícone.

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