Um violento temporal transformou ruas em rios, inundou túneis e paralisou grande parte dos transportes na Catalunha. A região registou entre sábado, dia 3, e domingo (4) um dos episódios de chuva mais extremos das últimas décadas e há já uma vítima mortal: uma pessoa morreu em Tordera, no Maresme, depois da queda de um muro num parque de campismo.
A dimensão do dilúvio impressiona. No bairro do Raval, em Barcelona, foram registados 190,8 litros por metro quadrado, chegando a cair 3,4 litros num único minuto. Na Zona Universitária acumularam-se 170,3 litros, o valor mais elevado em 18 anos. Em vários pontos da Catalunha os registos ultrapassaram mesmo os 200 litros.
As imagens mostram o drama. Em L'Hospitalet de Llobregat, um automobilista tentou atravessar uma passagem subterrânea completamente inundada. O carro ficou preso, começou a flutuar e o homem teve de abandonar o veículo e sair praticamente a nado.
A emergência espalhou-se pela região. O 112 recebeu mais de cinco mil chamadas, enquanto os bombeiros efetuaram centenas de intervenções e resgates. A circulação ferroviária ficou praticamente paralisada, houve estradas cortadas e várias estações do metro foram afetadas. No aeroporto de El Prat registaram-se cancelamentos e atrasos que chegaram às quatro horas.
A Proteção Civil mantém ativado o plano INUNCAT e pede à população que evite deslocações. O presidente catalão, Salvador Illa, deixou o aviso: é preciso "não baixar a guarda." A chuva continua e o perigo ainda não passou.

















