A Real Maestranza de Caballería de Sevilla já tem definida a sua temporada para 2026. O empresário José María Garzón, no seu ano de estreia à frente do tauródromo sevilhano, apresentou oficialmente os cartéis que compõem o calendário deste ano, marcado por 25 espetáculos entre o início de abril e o final de setembro. A programação divide-se em 18 corridas de toiros, um festejo de rejoneo (artigo a cavalo) e seis novilhadas com picadores.
O maior destaque da temporada recai sobre o Domingo de Ressurreição, a 5 de abril. A data assinala o reaparecimento de Morante de la Puebla, que tinha anunciado uma retirada inesperada das arenas em Madrid, no final da última época. O diestro de La Puebla del Río terá um papel central na programação de 2026, com um total de quatro presenças: além da abertura, atuará duas vezes na Feira de Abril e encerrará o seu ciclo a 4 de junho, na corrida do Corpo de Deus, uma data histórica recuperada este ano pela empresa.
A par de Morante, o escalonamento da temporada privilegia os nomes de maior impacto mediático e artístico da atualidade. Andrés Roca Rey, Juan Ortega e Pablo Aguado surgem como os grandes pilares do abono, cada um com quatro corridas contratadas. José Mari Manzanares, apesar de atravessar um período de menor fulgor, mantém o seu estatuto com três presenças confirmadas.
O elenco conta ainda com veteranos e nomes consolidados como Alejandro Talavante, Daniel Luque, Miguel Ángel Perera, El Cid, Emilio de Justo e José Garrido. No capítulo dos grandes desafios, destaca-se o “mano-a-mano” inédito agendado para 18 de abril, onde Manuel Escribano e Borja Jiménez enfrentarão toiros da prestigiada ganadaria Victorino Martín.
No entanto, a temporada não está isenta de ausências. Sébastien Castella, figura de proa da tauromaquia francesa, não consta nos cartéis apresentados, embora reste uma vaga em aberto para o encerramento da temporada a 27 de setembro. Outra ausência confirmada é a do jovem Marco Pérez; segundo José María Garzón, a falta de acordo entre a empresa e os representantes do toureiro impossibilitou a sua presença na capital andaluza.
Portugal terá uma representação de relevo em 2026. No plano ganadeiro, a divisa de Murteira Grave lidará uma novilhada a 17 de maio, integrando o prestigiado elenco que inclui nomes como Miura, Garcigrande, Fuente Ymbro, Santiago Domecq e Núñez del Cuvillo. No setor dos novos valores, o novilheiro português Tomás Bastos está confirmado, num ciclo que conta também com Olga Casado e a alternativa de Javier Zulueta.
A temporada segue a estrutura tradicional do calendário sevilhano, concentrando o maior volume de festejos durante o mês de abril, por ocasião da Feira, e estendendo-se pontualmente até ao outono. O único festejo dedicado exclusivamente ao toureio a cavalo contará com as presenças de Andy Cartagena, Lea Vicens e Guillermo Hermoso de Mendoza.

















