Céline Dion protagonizou, este sábado, dia 12, um dos regressos mais aguardados da música mundial. Aos 58 anos, a cantora canadiana deu o primeiro concerto completo em mais de seis anos, em Nanterre, nos arredores de Paris, depois de uma longa batalha contra a síndrome da pessoa rígida, uma doença neurológica rara que chegou a colocar em causa a continuidade da carreira.
A emoção tomou conta da consagrada artista logo nos primeiros segundos. Céline abriu o espetáculo com 'On Ne Change Pas', mas teve de interromper momentaneamente a atuação, visivelmente comovida perante a receção do público. “Fiz uma promessa de voltar”, recordou, agradecendo o apoio dos fãs durante os anos mais difíceis.
A última atuação completa da intérprete de 'My Heart Will Go On' tinha acontecido em março de 2020. A pandemia interrompeu a digressão e, posteriormente, os problemas de saúde obrigaram-na a cancelar concertos. Em dezembro de 2022, revelou sofrer de síndrome da pessoa rígida, doença autoimune que provoca rigidez e espasmos musculares e que afetou seriamente a capacidade de cantar e movimentar-se.
O caminho de regresso exigiu um intenso acompanhamento médico, fisioterapia e terapia vocal. Céline já tinha surpreendido o mundo em 2024 ao cantar 'Hymne à l'amour', de Édith Piaf, na cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos de Paris, mas tratou-se de uma atuação isolada.
Agora, o regresso é para valer. O concerto marcou o arranque de uma série de 26 espetáculos previstos em Paris nos próximos meses. Seis anos depois, Céline Dion voltou a fazer aquilo que chegou a temer nunca mais conseguir: subir a um palco para um concerto completo.

















