As principais estrelas do Manchester City podem ter argumentos legais para rescindir os contratos e abandonar o clube a custo zero. A possibilidade surge na sequência da condenação do emblema inglês por violações das regras financeiras da Premier League, embora uma eventual saída dos jogadores não seja automática e dependa de vários fatores jurídicos.

O Manchester City tem até esta sexta-feira, dia 2, para recorrer da decisão. Entretanto, começam a surgir dúvidas sobre o futuro de jogadores como Erling Haaland e outras figuras do plantel. De acordo com a imprensa, não são conhecidas cláusulas nos contratos que permitam aos futebolistas sair automaticamente caso o clube seja despromovido.

No entanto, Paul Gilroy KC, especialista em direito do trabalho desportivo, considera que poderá existir outro caminho. "Um jogador poderia alegar ‘o clube violou o dever implícito de confiança e lealdade contratual'", explicou no podcast ‘Stick to Football’. Nesse cenário, o jogador poderia defender que existe "justa causa" para terminar o contrato e abandonar o clube.

O especialista sublinha, porém, que não significa que os jogadores possam simplesmente rasgar os contratos de imediato. "Esta é uma possibilidade real. Tenho visto comentadores a dizer que é improvável, mas tudo depende de múltiplos fatores", afirmou.

A situação poderá ter especial impacto no caso de Erling Haaland, que tem um contrato de longa duração com o Manchester City. Informações publicadas nos últimos dias indicam também que o acordo do avançado não inclui uma cláusula específica que lhe permita sair automaticamente em caso de despromoção.

Além do futuro dos jogadores, o City poderá enfrentar outros problemas financeiros. Paul Gilroy refere que clubes rivais podem avançar com pedidos de indemnização, num cenário em que os valores reclamados poderão ultrapassar mil milhões de euros. O Manchester City mantém a contestação ao processo e anunciou que vai recorrer da decisão.