Há investigadores de Inteligência Artificial (IA) tão confiantes de que a tecnologia vai conseguir encontrar uma cura para o cancro que começaram a fumar. A revelação foi feita por Shyam Sankar, diretor de tecnologia da empresa norte-americana Palantir, durante uma entrevista à CBS News.

Segundo o responsável, alguns investigadores acreditam tanto no futuro da IA que decidiram adotar um comportamento que coloca a própria saúde em risco, como forma de mostrar a confiança que depositam na tecnologia.

"Muitos investigadores de Inteligência Artificial começaram a fumar como forma de mostrar a outros investigadores o quanto acreditam na IA", afirmou Shyam Sankar.

O responsável explicou que estas pessoas acreditam que a tecnologia poderá evoluir ao ponto de encontrar uma cura para o cancro, considerando que fumar seria uma forma de demonstrar essa convicção.

No entanto, Shyam Sankar criticou esta atitude, classificando-a como uma "psicose em massa" e uma "ilusão social". Para o executivo, o entusiasmo em torno da IA está a levar algumas pessoas a depositarem expectativas exageradas na tecnologia.

O diretor de tecnologia da Palantir foi ainda mais longe e afirmou que alguns investigadores de Silicon Valley, nos Estados Unidos, começaram a tratar a Inteligência Artificial Geral, conhecida como AGI, como se fosse uma espécie de Deus.

Apesar dos avanços da Inteligência Artificial na investigação médica, não existe qualquer garantia de que a tecnologia venha a encontrar uma cura para todos os tipos de cancro.

Além disso, fumar continua a ser um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento de vários tipos de cancro, incluindo o do pulmão.

Importa sublinhar que as afirmações sobre os investigadores que começaram a fumar foram feitas por Shyam Sankar, não tendo sido apresentados dados que permitam confirmar quantas pessoas adotaram este comportamento.