Cristina Branco prepara-se para assinalar, em 2027, três décadas de carreira. Aos 54 anos, a cantora portuguesa olha para o percurso iniciado em 1997 e considera-se uma privilegiada por ter conseguido construir uma carreira que descreve como “forte, segura e robusta”. As celebrações vão incluir novos espetáculos, concertos no estrangeiro e um novo álbum.
“Nunca tive pressa, acima de tudo. Deixei que tudo acontecesse no seu tempo real e nunca esperei nada, eventualmente, para não ter nenhuma deceção”, afirmou Cristina Branco à agência Lusa. “Acho que foram 30 anos muito intensos, mas sou uma pessoa de muita sorte, no fundo, porque consegui construir uma carreira forte, segura e robusta.”
O percurso começou em 1997, ano em que realizou os primeiros concertos e editou o álbum de estreia, ‘Cristina Branco In Holland’. Desde então, lançou 19 discos. A artista prepara agora um novo trabalho, previsto para o final de 2027, que será gravado com a Orquestra Sinfónica Portuguesa e revisitará diferentes fases do seu repertório, do fado ao jazz e à canção contemporânea.
Cristina Branco garante que uma das chaves para a longevidade foi nunca ter receado arriscar. “Não se pode ter medo. Eu acho que, acima de tudo, quando se faz uma coisa que se gosta muito, o nosso pior inimigo é ter medo de arriscar”, explicou. “É preciso acreditar em nós próprios, e a falha pode ser o caminho para o sucesso, o caminho para algo novo.”
Este ano, a cantora venceu o Prémio José Afonso pelo álbum ‘Mulheres de Abril’, embora garanta que os galardões nunca foram o principal objetivo. “O que foi sempre mais importante foi estar e foi ir ter com as pessoas”, sublinhou. A artista fez ainda questão de destacar os músicos e criadores que a acompanharam ao longo dos anos: “Nada destes 19 discos, ou destes prémios”, teria sido possível sem essas pessoas.
As comemorações dos 30 anos vão prolongar-se por 2027, com espetáculos em Portugal e no estrangeiro. Entre as datas já previstas estão atuações em Loulé, Aveiro, Lisboa e Bruxelas, além de um espetáculo que revisitará a trilogia formada pelos discos ‘Menina’, ‘Branco’ e ‘Eva’.

















