Mojtaba Khamenei, de 56 anos, foi nomeado novo líder supremo do Irão, após a morte do pai, Ali Khamenei, no final de fevereiro, na sequência dos ataques dos Estados Unidos e Israel ao país. A decisão foi anunciada pela Assembleia de Peritos iraniana e divulgada por vários meios de comunicação internacionais.
Num comunicado, o órgão religioso responsável por escolher o líder máximo do Irão referiu que, “por meio de um voto decisivo”, foi designado o ayatollah Seyyed Mojtaba Hosseini Khamenei como “terceiro líder do sistema da República Islâmica”.
A escolha ocorre num momento de forte tensão regional (e mundial), com a escalada militar entre o Irão, Israel e forças norte-americanas. O anúncio também marca um momento histórico: é a primeira vez, desde a Revolução Islâmica do Irão, que a liderança do país passa diretamente de pai para filho, situação que tem gerado críticas e receios de uma sucessão de carácter dinástico.
Figura influente nos bastidores do regime
Apesar de nunca ter ocupado cargos governamentais eleitos, Mojtaba Khamenei era há vários anos considerado um dos potenciais sucessores do pai. O clérigo construiu uma forte rede de influência junto da Guarda Revolucionária Islâmica e de círculos conservadores do regime.
“Há mais de 20 anos, quando começaram os rumores de que Mojtaba ambicionava substituir o pai um dia, tenho assistido com horror à montagem, ano após ano, dos elementos necessários para o que só pode ser descrito como uma sucessão hereditária”, disse um ativista político, à Time.
No entanto, a escolha de Mojtaba Khamenei está a gerar controvérsia e debate. Além das críticas relacionadas com a sucessão direta dentro da mesma família, têm sido retomadas algumas alegações antigas sobre a vida privada do novo líder. Tal como o 24Horas já noticiou, Mojtaba Khamenei terá recorrido, no passado, a tratamentos médicos para resolver problemas de impotência.

















