Um concerto, um espetáculo de humor, a inauguração de uma instalação de arte urbana e o lançamento de uma petição assinalaram na sexta-feira, dia 6, o início da contagem decrescente para a abertura da Capital Europeia da Cultura (CEC) Évora_27.
Sob o lema “O vagar é a cena”, as iniciativas, com entradas gratuitas, são organizadas pela Associação Évora 2027, que gere a CEC, e tiveram por objetivo dar início à “contagem decrescente de 365 dias” até ao arranque oficial de Évora_27.
“De manhã à noite, celebramos esta data simbólica com um dia inteiro de programação gratuita dedicado ao Vagar e o lançamento da petição pública para instituir o Dia Nacional do Vagar”, realçou a associação gestora de Évora_27, em comunicado.
Segundo a organização, o ponto alto do programa foi o concerto “único, criado para a ocasião”, com “letras e músicas originais”, que junta artistas de diferentes géneros musicais e se realizou na Arena d’Évora.
Em palco, estiveram Buba Espinho com João Direitinho (da banda Átoa) e o Coral Infantil de Ourique, Duarte com os Cantares de Évora, Cláudia Pascoal com os Chocalheiros de Vila Verde de Ficalho e os Cantares de Évora e Valas com Tozé Bexiga.
Mafalda Veiga com o Grupo Coral da Vidigueira, Helena Caldeira com Surma, as Vozes de Abril, que interpretam canções de Luísa Sobral, e Laz Hay com a Filarmónica Liberalitas Julia foram artistas que também subiram ao palco.
Antes, nos Paços do Concelho de Évora, realizou-se uma cerimónia de recolha das primeiras assinaturas de uma petição pública para a instituição do Dia Nacional do Vagar, expressão tipicamente alentejana na qual se baseia a CEC.
O programa contemplou ainda a inauguração de uma instalação de arte urbana, na Praça do Giraldo, considerada a ‘sala de visitas’ de Évora e, no Teatro Garcia de Resende, um espetáculo com o humorista Guilherme Geirinhas.
Já no sábado, dia 7, no auditório da Fundação Eugénio de Almeida, em Évora, realizou-se a conferência “Para além do título, o que significa ser Capital Europeia da Cultura”, com Else Christensen-Redžepović, especialista da Comissão Europeia.
Seguiu-se, no mesmo espaço, uma mesa-redonda com a participação dos representantes das CEC portuguesas José Luís Arnaut (Lisboa 1994), Teresa Lago (Porto 2001) e Carlos Martins (Guimarães 2012).

















