A SAD do FC Porto fechou o exercício de 2025/26 com um prejuízo de 21,1 milhões de euros, uma inversão significativa face ao lucro recorde de 39,2 milhões registado na temporada anterior.

Os números foram divulgados esta quinta-feira, dia 8, no relatório e contas enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

A administração liderada por André Villas-Boas justifica o resultado negativo com a ausência da Liga dos Campeões e a decisão de preservar os principais jogadores do plantel, limitando as receitas provenientes de transferências a cerca de 56 milhões de euros.

O investimento na equipa também pesou nas contas. Os dragões gastaram aproximadamente 110 milhões de euros em contratações no mercado de verão, o maior valor de sempre numa única janela. Incluindo janeiro, o investimento aproximou-se dos 120 milhões.
Apesar do prejuízo, a SAD destaca a redução da dívida financeira líquida em 29 milhões de euros, com prazos de pagamento mais longos e custos de financiamento inferiores.
As receitas operacionais cresceram em várias áreas, nomeadamente bilhética (33%), merchandising (31%), prémios da UEFA (39%) e publicidade (8%). O resultado operacional consolidado foi positivo em 2,6 milhões de euros.
O FC Porto garante ainda ter cumprido integralmente as regras de sustentabilidade financeira da UEFA.
O regresso à Liga dos Campeões em 2026/27 deverá reforçar as receitas da SAD, que apresenta esta sexta-feira os resultados detalhados, numa sessão conduzida pelo administrador financeiro José Pereira da Costa.