Hunter Biden, de 56 anos, filho do ex-presidente norte-americano Joe Biden (83), venceu um processo por difamação contra Patrick Byrne (63), fundador da empresa Overstock.com. A decisão, conhecida este sábado, dia 11, obriga o empresário a pagar cerca de 1,5 milhões de euros a título de indemnização punitiva.

O caso teve origem em várias acusações públicas feitas por Byrne, conhecido por contestar a vitória de Joe Biden nas eleições presidenciais de 2020 e por criticar repetidamente a família Biden.

O empresário alegou que Hunter Biden esteve envolvido num esquema de subornos avaliado em cerca de 800 milhões de euros, supostamente promovido pelo Irão, para que a administração democrata desbloqueasse fundos iranianos que se encontravam congelados.

Hunter Biden rejeitou essas alegações e, na ação apresentada em tribunal, classificou-as como falsas e ofensivas.

"As declarações difamatórias de Byrne não são apenas falsas nem apenas maliciosas: são absolutamente ultrajantes", afirmou.

Na decisão, o juiz Stephen Wilson, do Tribunal Distrital Central da Califórnia, concluiu que Patrick Byrne atuou com "deturpação intencional" e demonstrou "desprezo consciente" pelos direitos de Hunter Biden, incentivando ainda os seus seguidores nas redes sociais a divulgar informações falsas.

O magistrado salientou também que Byrne continuou a repetir as acusações mesmo depois de o processo judicial ter sido instaurado.

Durante o desenrolar do caso, o empresário recusou prestar depoimento perante o tribunal e tentou adiar o julgamento através da substituição da equipa de advogados.

"A explicação mais plausível é que o réu não tem credibilidade, inventa histórias incríveis e absurdas para captar a atenção dos meios de comunicação social e fabricou a história difamatória em causa para prejudicar a reputação do autor", refere a decisão judicial, divulgada por Hunter Biden na rede social X e citada pela agência EFE.

Embora Hunter Biden tenha pedido apenas um dólar de indemnização simbólica pelos danos sofridos, o tribunal decidiu condenar Patrick Byrne ao pagamento de 1,7 milhões de dólares, cerca de 1,5 milhões de euros, a título de indemnização punitiva.