A gestão da Casa de Ferro de Maputo, em Moçambique, quer requalificar o monumento, de modo a preservar o espaço e dinamizá-lo. Ao fim de 135 anos de história, o edifício carece de intervenções de restauro, além da criação de uma vertente museológica.
O monumento necessita de uma "manutenção profunda", afirma António Macandza, gestor da infraestrutura, à Lusa. Alguns compartimentos precisam de uma pintura para evitar a ferrugem e outros carecem do restauro do soalho de madeira.
Além das intervenções de preservação, a gestão do edifício pretende atribuir uma "nova funcionalidade à Casa de Ferro, em que passará também a albergar uma exposição museológica que deve retratar a história da transferência da capital da ilha de Moçambique para Lourenço Marques".
Outro dos objetivos é a criação de bancas para venda de arte, "onde artesãos poderão expor e comercializar as suas obras". Por último, prevê-se a instalação de espaços de convívio, como um café, "para que os visitantes da Casa de Ferro tenham um sítio de lazer".
Hoje ponto turístico, a Casa de Ferro atrai sobretudo visitantes estrangeiros que, intrigados pela estrutura metálica no coração de Maputo, aproximam-se para conhecer a história. O interesse é partilhado por escolas, que recorrem ao edifício para transmitir às novas gerações o passado da capital.

















