O preço final do Novo Aeroporto de Lisboa (NAL), previsto para Alcochete, ainda não está fechado. O ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, admitiu esta segunda-feira, dia 28, que o custo só será conhecido quando o projeto estiver definido.

“No final, saberemos quanto custa e como se paga, com total transparência”, garantiu o governante durante a VIII Cimeira do Turismo Português, em Lisboa.

A declaração surge depois de a ANA ter apresentado, em julho, uma estimativa de investimento entre 7,9 e 8,9 mil milhões de euros, a preços de 2024. O valor consta do relatório técnico do projeto, mas poderá sofrer alterações à medida que o processo avance.

O próximo passo será a entrega do relatório financeiro pela ANA, em janeiro de 2027. A candidatura completa deverá ser apresentada em janeiro de 2028 e, segundo Pinto Luz, o Governo deverá tomar uma decisão no prazo de três meses.

“No final do primeiro trimestre de 2028, tomaremos a decisão de convidar ou não a ANA e arrancaremos com a construção”, afirmou.

O ministro deixou ainda uma garantia sobre o financiamento: o novo aeroporto será construído com investimento 100% privado, modelo do qual o Governo diz não abdicar.

O calendário também está a ser discutido. A ANA aponta atualmente para uma entrada em funcionamento em 2035/36 ou posteriormente, enquanto o Governo pretende antecipar a chegada do primeiro avião para 2034.

Pinto Luz revelou que enviou uma carta à concessionária a pedir “um esforço coletivo” para encurtar os prazos. José Luís Arnaut, presidente da administração da ANA, afirmou que a empresa partilha desse objetivo, desde que também sejam reduzidos os prazos das várias entidades envolvidas no processo.

O novo aeroporto deverá nascer no Campo de Tiro de Alcochete e terá, na abertura, uma capacidade prevista de 56 milhões de passageiros por ano, com possibilidade de expansão até aos 85 milhões. O projeto inclui ainda uma ligação ferroviária que deverá permitir chegar ao centro de Lisboa em cerca de 20 minutos.

A ANA admite, entretanto, que pretende prolongar a concessão dos aeroportos nacionais, atualmente prevista até 2062. Segundo José Luís Arnaut, esse prolongamento poderia ajudar a acomodar o investimento necessário para a construção da nova infraestrutura.

Enquanto o projeto avança, a TAP só deverá adaptar a sua operação ao novo aeroporto após conhecido o relatório final, previsto para 2028.