O cantor, compositor e pianista brasileiro Benito di Paula morreu este domingo, dia 18, aos 84 anos, em São Paulo, no Brasil. O artista estava internado no Hospital 9 de Julho e lutava contra um cancro da próstata desde 2025. A morte foi confirmada pela assessoria do músico.

Nascido Uday Vellozo a 28 de novembro de 1941, em Nova Friburgo, no estado do Rio de Janeiro, Benito di Paula tornou-se uma das figuras mais reconhecidas da música popular brasileira, sobretudo nas décadas de 1970 e 1980. Com um estilo próprio, destacou-se pela combinação entre o samba, o piano e as melodias românticas, conquistando uma legião de admiradores em todo o país.

Entre os maiores êxitos da sua carreira está 'Retalhos de Cetim', canção lançada em 1973 e que se tornou uma das suas marcas musicais. O repertório inclui ainda temas como 'Charlie Brown', 'Mulher Brasileira', 'Vai Ficar na Saudade' e 'Tudo Está no Seu Lugar', canções que ajudaram a consolidar a sua popularidade junto de diferentes gerações.

Benito di Paula ficou associado ao chamado samba-joia, uma sonoridade que aproximava o samba de elementos românticos e de arranjos instrumentais marcados pelo piano. A sua forma de interpretar e compor contribuiu para distinguir o artista no panorama musical brasileiro, numa carreira que atravessou várias décadas.

A ligação à música estendeu-se também à família. O filho, Rodrigo Vellozo, seguiu os passos do pai como cantor e pianista. Em 2020, os dois lançaram o álbum 'O Infalível Zen', reforçando a parceria artística entre ambos.

O músico manteve-se ligado aos palcos nos últimos anos. Em julho de 2026, participou no espetáculo 'Benito 85', idealizado pelo filho para assinalar antecipadamente os 85 anos que completaria em novembro.

Com uma carreira marcada por canções que permanecem na memória do público brasileiro, Benito di Paula deixa um repertório que atravessou gerações e ocupa um lugar reconhecido na história da música popular do Brasil.