Joana Marques, de 40 anos, quebrou o silêncio sobre a polémica provocada por um episódio de 'Extremamente Desagradável', da Rádio Renascença, no qual comentou várias publicações feitas por Mafalda Matos (38) relacionadas com neurodivergência e autismo.
Em entrevista ao podcast 'O Que Fazer Quando Tudo Arde', do jornal Público, a humorista negou ter ridicularizado o autismo e explicou que o alvo da sátira foi a forma como a atriz expunha o tema nas redes sociais. "Nunca houve gozo com o autismo. Quem ouvir o episódio completo percebe que a sátira é dirigida à exposição da questão", afirmou.
Segundo Joana Marques, o que lhe despertou interesse foi o facto de Mafalda Matos apresentar a neurodivergência como um elemento central da sua identidade pública. "Parecia-me que a personalidade daquela pessoa tinha sido quase toda absorvida pelo autismo. Era tudo apresentado a partir daí e esse exagero deu-me vontade de rir", explicou, reconhecendo que nem todos têm de achar graça.
A humorista comentou também o vídeo em que Mafalda Matos revelou o impacto do episódio na sua saúde mental. Joana admitiu que começou por achar graça ao apelo dirigido aos patrocinadores, mas mudou de atitude à medida que continuou a assistir.
"Depois deixou de me apetecer rir. Não vou fazer diagnósticos, mas percebi que não estava perante uma pessoa que estivesse bem ou equilibrada", declarou.
Apesar das críticas, Joana Marques garantiu que não pretendia causar sofrimento. "Espero que tenha ajuda e que melhore, porque nunca é minha intenção deixar alguém naquele estado", afirmou, defendendo, contudo, que a reação poderá estar relacionada com uma fragilidade anterior.

















