Esther González, de 33 anos, internacional espanhola e campeã do mundo em 2023, está envolvida numa polémica após ter apagado das redes sociais fotografias em que surgia ao lado da mulher, Estefánia Cruz, e da filha recém-nascida. A decisão aconteceu pouco depois de a avançada ter sido anunciada como reforço do Al Qadisiyah, da Arábia Saudita, país onde as relações entre pessoas do mesmo sexo são ilegais.

A futebolista deixou o Gotham City, dos Estados Unidos, em agosto, alegando a necessidade de regressar a Espanha para tratar de "assuntos pessoais". A saída do clube norte-americano aconteceu poucos meses depois do nascimento da filha, em janeiro, e foi então apresentada como uma oportunidade para passar mais tempo com a família. Menos de um mês depois, porém, González assinou pelo Al Qadisiyah até 2027, com opção por mais uma temporada. O salário não foi divulgado, mas há rumores de que poderá ultrapassar o dobro dos cerca de 480 mil euros anuais que recebia nos EUA.

A eliminação das fotografias familiares gerou críticas entre ativistas dos direitos LGBTQ+, que interpretam a decisão como uma cedência às normas sociais e legais da Arábia Saudita em troca de um contrato financeiramente mais vantajoso. A mudança também causou surpresa pelo contraste com a recente decisão de abandonar o futebol norte-americano para se dedicar à família. González tornou-se, com esta transferência, a primeira campeã do mundo a atuar na Liga Premier Feminina Saudita.